segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Gêneros no jornalismo

Vamos voltar a comentar sobre temas do jornalismo?

Eu ao menos não posso abandonar minha formação/profissão, o jornalismo! Preciso sempre voltar a repensá-lo... Então, mãos no computador e avante!

Afinal, como traz Felipe Pena no livro “1000 perguntas: jornalismo”, publicado pela Universidade Estácio de Sá: “o jornalismo surgiu como a primeira forma de comunicação humana” (2005, p. 11). Está, assim, a comunicação por signos, que é ligada ao primórdio do homem. Como eu poderia abandonar esse pré-histórico amor por ele, o "jornalismo".

O que temos para hoje são os gêneros. Conhece? “Trata, basicamente, de ordenações e classificações. Seu objetivo é fornecer um mapa para a análise de estratégias do discurso, tipologias, funções, utilidades e outras categorias” (PENA, 2005, p. 27). Por ser variada e dinâmica, a classificação não é uma listagem fechada, sempre há novidades aparecendo quando se referem aos gêneros textuais e também aos gêneros jornalísticos.

Recorrendo ao Google, relembro que ligados ao estilo e modo de divulgação, há o texto noticioso e o literário. Sendo os gêneros uma forma de facilitar a comunicação com o público. Em InfoEscola, por exemplo, mostra-se que a entrevista “permite ao leitor conhecer opiniões de pessoas envolvidas no ocorrido”, enquanto a reportagem traz “relato ampliado de um acontecimento”.

Para o professor José Marques de Mello há dois tipos de gênero no jornalismo brasileiro, um que reproduz o “real” por meio dos fatos  noticiosos e outro que lê este “real”, tido como jornalismo opinativo.



No jornalismo, a primeira tentativa de classificação foi feita pelo editor inglês Samuel Buckeley no começo do século XVIII, quando resolveu separar o conteúdo do jornal Daily Courant em News (notícias) e comments (comentários). Para se ter uma ideia da dificuldade em estabelecer um conceito unificado de gênero, esta divisão demorou quase 200 anos para ser efetivamente aplicada pelos jornalistas e, até hoje, causa divergência. (PENA, 2005, p. 27-28)

Seguindo pelo livro de Felipe Pena, encontraremos algumas dessas possíveis maneiras de se dividir os gêneros jornalísticos. Iniciando pela tradicional diferenciação entre nota, notícia e reportagem (com base em Marques de Mello): “A nota corresponde ao relato de acontecimentos que estão em processo de configuração e por isso é mais frequente no rádio e televisão. A notícia é o relato integral de um fato que já eclodiu no organismo social. A reportagem é o relato ampliado de um acontecimento que já repercutiu no organismo social”.

A entrevista é o “texto de perguntas e respostas transcritas de forma literal” e a carta (de leitores) uma “narrativa pessoal em forma de correspondência para o jornal”. No editorial está a opinião do jornal (no resumo: de quem está no comando do jornal), no comentário há comentaristas que analisam fatos e no artigo os autores publicam textos que interpretam, julgam ou explicam ideias atuais.

Já a resenha possui “opinião pessoal sobre uma obra artística, sem julgamento de valor, apenas com o objetivo de orientar seus consumidores”. Há ainda a coluna, num espaço fixo e que na maioria das vezes tem assinatura de algum titular (tem sempre artigos, resenhas e notas no espaço). E a crônica “é uma narrativa com estratégias literárias”, tratando de temas do cotidiano.

E o que eu mais gosto, das caricaturas (“narrativa humorística”), além das charges, tiras e outras ilustrações que compõem o jornal. Logicamente há novas classificações que poderíamos acrescentar, mas como exercício de revisão, para mim está excelente!

Para fechar o texto, o desafio fica por conta de um gênero textual muito utilizado em concurso (risos”):

IFCE - 2009 - Entre os gêneros jornalísticos, conforme definição de Luiz Beltrão, está o jornalismo opinativo. É correto afirmar que esta classificação engloba:
A) editorial, comentário, artigo, coluna, crônica e carta.
B) editorial, comentário, artigo, resenha, coluna, carta e caricatura.
C) editorial, comentário, artigo, resenha, coluna, crônica e caricatura.
D) editorial, comentário, artigo, resenha, coluna, crônica, caricatura e carta.
E) editorial, comentário, artigo, panfleto, resenha, coluna, crônica, caricatura e carta.

Acertou, conforme a banca, quem marcou a letra “D”.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Livro: “Comunicação, Instituição e Sociedade”

Eis um filho que surge!!!

O livro “Comunicação, Instituição e Sociedade” foi publicado pela Editora Baraúna e tem como autores: Rosália Aparecida da Silva, Viviane Cristina Camelo, Solimária Pereira de Lima, Daniel Faria Esteves, Elisângela de Carvalho Franco, Famir Apontes, Iza Reis Gomes-Ortiz, Janaina Ferri Candéa e Mara Felippe.

Resumo:
Aqui está um desafio digno de aplausos. Quando um grupo de pesquisadores resolve escrever um livro relatando suas experiências, ganham todos, mas principalmente a Instituição (IFRO) de Rondônia e a sociedade de um modo geral. Mais que debater a comunicação, os autores propõem-se a submeter a críticas o que pensam a respeito de Comunicação, Sociedade e Cultura. Cada capítulo do livro apresenta um novo desafio, colocando o leitor a par dos resultados dos estudos a respeito do tema, ao mesmo tempo em que o convida para a reflexão." Nair Ferreira Gurgel do Amaral Doutora em Linguística com Pós-Doutorado em Educação Professora da Universidade Federal de Rondônia (UNIR/RO)

Saiba mais no próprio site da Baraúna, onde é possível ler um trecho do livro.

Está sendo comercializado nos seguintes endereços:
Editora Baraúna 

Livraria da Folha 

Livraria Cultura

Buscapé 


Onde a matéria foi publicada (agradeço aos colegas da imprensa pelo espaço):

InfoRondônia 

Correio de Notícia

Registrando...

Servidores dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia, Acre e Rio Grande do Sul e lançam nesta terça-feira (19/12/2017), às 18h30, no Miniauditório do Campus Porto Velho Calama, o livro “Comunicação, instituição e sociedade”. A obra é resultado do desafio lançado aos integrantes do Grupo de Pesquisa em Educação, Filosofia e Tecnologias (GET/IFRO), para debater a comunicação e suas ligações com as unidades educacionais recém-estruturadas pelo Governo Federal e que deram origem aos IFs, dentro e fora de seus muros.

Rosália Silva, jornalista do IFRO é uma das organizadoras do livro, ressalta que “por trabalhar em um órgão público que incentiva o conhecimento científico, nós que na maioria participamos da obra somos de setores administrativos, também queremos tomar posse desse modo de nos posicionar junto à sociedade, de realizar uma pesquisa e escrever tecnicamente. Foi o que fizemos no capítulo sobre a Gestão da Informação nos Institutos Federais, enquanto jornalistas e publicitárias conseguimos desenvolver tecnicamente nossas funções e, ao mesmo tempo, refletimos sobre o que fazemos e sobre nossa atuação profissional. O livro é escrito em conjunto com outros autores sobre o dia a dia de uma assessoria de comunicação e sobre temas correlatos, estudando a linguagem, por exemplo”.

No livro, os pesquisadores Iza Ortiz e Famir Apontes debatem sobre o local e o global e a necessidade de comunicação entre as sociedades para uma produção de conhecimento.  “A comunicação efetiva só se realiza através do Outro. Não produzimos conhecimento para ser arquivado. Produzimos conhecimento para comunicar ao outro. A ciência global precisa da ciência local, a comunicação entre esses saberes é essencial para que a produção mundial seja conhecida por toda a sociedade. E este livro apresenta saberes que envolvem a sociedade e alguma Instituição formal. E todos têm o intuito de comunicar, de se fazer ouvir. E esperamos que esses saberes sejam possibilidades de emancipação e participação nas discussões atuais”, ressalta a autora Iza Ortiz.

 Estrutura da obra

Lançado pela Editora Baraúna, o livro “Comunicação, instituição e sociedade” está dividido em duas partes: a primeira envolvendo Comunicação e Instituição e, na sequência, artigos sobre Comunicação e Sociedade. A proposta surgiu de reunião ordinária do GET, em que cada linha de pesquisa teria como meta buscar publicações. Aliado a este objetivo, a Assessoria de Comunicação e Eventos (ASCOM/IFRO) também lançou proposta, que se conciliou com os anseios da Linha de Pesquisa “Educação, Sociedade e Cultura” de se ampliar o acesso ao debate público sobre processos comunicativos.

No artigo de abertura, a pedagoga do Campus Ariquemes, Elisângela Franco, escreve sobre “A Lei de Acesso à Informação no âmbito dos Institutos Federais: a importância da transparência da gestão pública federal”.  O segundo capítulo é de autoria do jornalista Daniel Esteves, do Instituto Federal do Acre (IFAC), que iniciou seu artigo com o seguinte questionamento: “Assessoria ou Diretoria? Uma nova perspectiva para a comunicação da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica”.

Já as comunicadoras Rosália Silva, Janaina Saldanha e Viviane Camelo do IFRO exploraram o tema “Comunicação e gestão da informação nos institutos federais: consulta via Lei de Acesso à Informação nas unidades do Norte e Centro-Oeste”.  Fechando a primeira parte do livro, a programadora visual do IFRO, Janaina Saldanha, faz proposição sobre Comunicação Interna: projeto gráfico da campanha institucional “Pinte o nosso mundo com as cores da gentileza”.

No capítulo inicial da segunda parte, a técnica em assuntos educacionais, Solimária Lima, aborda “As Tecnologias da Informação e Comunicação – TICs e o Livro Didático”.  O segundo capítulo, da jornalista do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Mara Felippe, traz para o livro o artigo “Leituras e leitores em tempos de internet e mídias digitais”. Para finalizar, está o capítulo de Iza Ortiz e Famir Apontes sobre “O local e o global: a necessidade de comunicação entre as sociedades para uma produção de conhecimento”.

SERVIÇO

Lançamento do livro “Comunicação, instituição e sociedade”

Data: 19/12/17 (Terça-feira)

Horário: 18h30

Local: Miniauditório do Instituto Federal de Rondônia - Campus Porto Velho Calama -  Av. Calama, 4985 - Flodoaldo Pontes Pinto, Porto Velho - RO



Não sumi!

Eu continuo observando meu blog. Só não estou conseguindo tempo para postar quase nada de novo com maior periodicidade.

Mas há coisas interessantes ocorrendo nele, uma delas foi o pico de visualização no mês de dezembro de 2016, em que mais de oito mil pessoas o visitaram. Por isso, ainda tenho meta de retomar as atualizações (lógico, depois da conclusão do mestrado, porque aqui ninguém quer enlouquecer).

Hoje faço o registro de que estou lendo "O Natal do Pequeno Nicolau", escrito por René Goscinny e ilustrado por Jean-Jacques Sempé. Estou atrasada na leitura (natal...) e também nas escritas (risos).

Porém, me identifiquei muito com Nicolau. Tenho me sentido como ele: irônica. Que a visão pelos olhos de uma criança esperta continue a me guiar. Assim desejo a você que me lê, muitas surpresas engraçadas e pontos de vista diferentes para registrar tudo o que ocorre à nossa volta.


Feliz 2018!



P.S.: Ah, esqueci... encontrei uma página que mostra sites semelhantes ao meu. Interessante. No SimilarSites tem o público que procura meu site por temas, por temas semelhantes de pesquisa ou de tráfego em geral. 

domingo, 16 de abril de 2017

Objetividade e ciência

Sendo jornalista me interesso pelo tema objetividade. No caso do post de hoje, estará relacionado à ciência.
Sobre o fazer científico: no jornalismo o tema pode ser utilizado em matérias de cunho científico, e até mesmo o jornalismo é uma disciplina científica. Portanto, academia e ciência​ estão ligadas​ a questões comunicacionais.
 [...]A racionalidade tomada, então, à luz do ideal da objetividade desemboca na noção de lei do objeto, que, por estar referia ao objeto morto, permite cálculo, previsão, manipulação. A racionalidade abstrata das leis tem um papel bastante preciso: permitir o controle e a instrumentalidade de todo o real. O objeto completamente determinado, isto é, a objetividade, é o objeto completamente dominável, tanto no nível do saber quanto no nível da ação.  [...]Na base da oposição ideologia-ciência (entendida como oposição entre lacunar e pleno, não-objetivo e objetivo), encontra-se certa noção de objetividade que se acha presente tanto na ideologia quanto na ciência, de tal modo que criticar a primeira pela segunda em nome da objetividade gera um engano infindável. Em outras palavras, uma das possibilidades para a elaboração do discurso crítico como contradiscurso encontra-se na possibilidade de realizarmos uma crítica da própria noção de objetividade, em cujo nome ideologia e ciência de digladiam. 
As passagens acima são do livro de Marilena Chaui “Cultura e Democracia – o discurso competente e outras falas”, em que a filósofa analisa que a ciência enquanto racionalidade “realiza as finalidades da ideologia muito melhor do que a velha ideologia lato sensu”. Então, se nem o próprio discurso científico passa pelo crivo da objetividade sem ideologia, que se dirá do discurso jornalístico!

Uma vez construída a ideia de que o real é racional, e que essa racionalidade consiste num conjunto de leis universais e necessárias ou de modelos fixos, torna-se possível pensar a sociedade não como constituída pela divisão originária das classes, mas apenas contendo divisões. Que divisões a sociedade conteria? A das esferas chamadas instituições sociais. A sociedade é, então, considerada como composta por uma série de subsistemas ou de subunidades, cada um deles tendo sua racionalidade própria e, portanto, sua própria objetividade, sua própria transparência, suas próprias leis. Por outro lado, o todo da sociedade funcionaria graças a uma articulação harmoniosa desses vários subsistemas ou subunidades. Cada um deles possuiria a sua harmonia e, no todo, funcionariam harmonicamente. A explicação funcionalista e a explicação estruturalista são exemplares, neste particular, dessa racionalidade como um todo composto de partes. Ora, noções, como a de burocracia, organização administrativa e planejamento da sociedade estão vinculadas a essa concepção de um todo composto de esferas dotadas de racionalidade própria e articuladas, de sorte que a maneira pela qual a sociedade é pensada resulta na maneira pela qual se admite a racionalidade de suas formas de organização institucional.

É muito bom ler esse desvendamento feito por Chaui. É uma filósofa que considero muito importante. Mas saber que objetivo é o discurso científico, enquanto o não-objetivo estaria ligado ao discurso ideológico também não resolve nossas histerias por uma sociedade melhor. Vejamos o que diz outra passagem de seu texto:
 
Cometeríamos um grande engano se imaginássemos que a um discurso ideológico “falso” se opõe um discurso ideológico “verdadeiro”, que seria o discurso ideológico lacunar depois de preenchido.  Se preenchêssemos o discurso ideológico, na realidade estaríamos produzindo um outro discurso e o contraponto se estabeleceria, então, entre o discurso ideológico e um outro discurso não-ideológico lacunar. Seria ilusório imaginar que o mero preenchimento da lacuna traz a verdade. Dessa ilusão nasceu uma velha tradição hoje reavivada entre os pensadores contemporâneos por Louis Althusser: a ilusão de que a partilha se faz entre a ideologia e a ciência, isto é, a ciência considerada como discurso pleno oposto à ideologia como discurso lacunar. Na verdade o “corte” não  passa por aí. Se quisermos ultrapassar essa ilusão precisaremos encontrar um caminho graças ao qual façamos o discurso ideológico destruir-se internamente. Isto implica ultrapassar uma atitude meramente dicotômica rumo a uma atitude teórica realmente dialética, encontrando uma via pela qual a contradição interna ao discurso ideológico o faça explodir. Evidentemente, não precisamos aguardar que a ideologia se esgote por si mesma, graças à contradição, mas trata-se de encontrar uma via pela qual a contradição ideológica se ponha em movimento e destrua a construção imaginária. Essa via é o que domino discurso crítico. Este não é um outro discurso qualquer oposto ao ideológico, mas o antidiscurso da ideologia, o seu negativo, a sua contradição.
 
Para encerrar...


[...] Com efeito, a ideologia realiza uma operação bastante precisa: ela oferece à sociedade fundada na divisão e na contradição interna uma imagem capaz de anular a existência efetivada luta, da divisão e da contradição: constrói uma imagem da sociedade como idêntica, homogênea e harmoniosa. Fornece aos sujeitos uma resposta ao desejo metafísico da identidade e ao temor metafísico da desagregação.
[...] A ideia de que o Estado representa toda a sociedade e de que todos os cidadãos estão representados nele é uma das grandes forças para legitimar a dominação dos dominados.


E foi dia do jornalista...

A matéria foi feita para o site do IFRO (Instituto Federal de Rondônia), mas por se tratar de assessoria da qual faço parte, a publico aqui também. Vale como reflexão para o jornalismo em assessoria de imprensa:


Em 7 de abril comemora-se o Dia do Jornalista. A função do jornalismo é apurar fatos e levar as informações sobre os acontecimentos locais, regionais, nacionais e internacionais para as pessoas. No Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) a atividade segue um fluxo em que representantes dos campi indicados pelas respectivas direções-gerais recebem informações, as organizam e repassam para publicação no portal institucional ou outros espaços destinados à comunicação: redes sociais oficiais (FacebookTwitterInstagram e Youtube), newsletter e panorama semanal (distribuídos para pessoas e instituições cadastradas em um mailing list de contatos). 

O jornalista Dennis Weber, que atua há pouco mais de um ano no IFRO, afirma que o trabalho na Assessoria requer o domínio de muitas habilidades, dentre elas o conhecimento de linguagens diversas para a concepção e disseminação dos produtos comunicacionais. “Como trabalhamos com textos, vídeos e áudios, temos que estar atentos às últimas tendências sobre os discursos a serem adotados, para transmitir as informações da forma mais objetiva possível. Nas redes sociais não é diferente: a comunicação instantânea desses veículos de comunicação também exige uma adequação nos textos e imagens que divulgamos”, explica acrescentando que o trabalho em equipe e a troca de conhecimentos sobre o fazer comunicacional é o que move o trabalho da Ascom: “mesmo com funções delimitadas, trabalhamos em equipe, tanto na concepção dos textos, artes, quanto na construção de documentos que norteiam os trabalhos de comunicação e difusão dentro do Instituto”. 
A atuação do jornalista na Assessoria de Comunicação é essencial para trabalhar a imagem da instituição, explica a jornalista Ariadny Ferreira. Ela acrescenta que os jornalistas “enfrentam desafios diários para trabalhar a comunicação tanto de forma interna quanto externa. A função tem sido cada vez mais bem aceita e valorizada dentro das empresas, que têm avaliado a importância do profissional, que objetiva trabalhar a informação para que ela possa atingir a públicos diferenciados, levando conteúdos relevantes à comunidade de uma forma geral”.
Conforme lembra a jornalista Rosália Silva, a data 7 de abril é dedicada ao Dia do Jornalista brasileiro, como forma de homenagem ao trabalho dos profissionais da mídia em rádios, canais de televisão, sites ou jornais impressos. “No nosso caso, somos jornalistas do Instituto Federal de Rondônia, lotados na Ascom, a Assessoria de Comunicação e Eventos. Aqui nosso trabalho é atuar em conjunto com os campi para divulgar as ações de toda a instituição. Costumo sempre pensar que o serviço de um jornalista assessor de imprensa é uma ponte entre instituição a quem prestamos serviço, ao público direto ou indireto dela, e aos colegas da mídia. No caso de uma instituição pública como o IFRO, nosso trabalho envolve muito mais atenção ao acesso às informações e à prestação de um serviço a toda sociedade”.
Para a assessora de Comunicação e Eventos, a programadora visual Janaina Ferri Candéa, enquanto servidores do IFRO, a comunicação é papel de todos, servidores e alunos. “Para a informação chegar até a assessoria, precisamos muito da atuação das coordenações e, consequentemente, envolver todos no processo comunicacional. Todos são importantes para a construção de uma comunicação mais eficiente”, reforça. Ela explica que aliada à Ascom, as Ccom/Ccevs (setores de comunicação dos campi) atuam no dia a dia visando fortalecer a comunicação institucional, tendo em vista a responsabilidade de defender o direito do cidadão à informação de qualidade, ética, plural e democrática.
No Brasil, assessores de imprensa e jornalistas de redação desempenham a mesma função, que é divulgar acontecimentos a públicos diversos. “A comunicação é importante pelo fato da assessoria ser responsável pela divulgação das informações, que deve ser feita de forma estratégica, daí a importância do profissional que atua nesta área. Além disso, o jornalista por ser uma figura imparcial garante veracidade às informações e desempenha papel essencial na padronização das informações, nos principais canais do IFRO, como portal de notícias, por exemplo, ao seguir critérios jornalísticos estabelecidos o jornalista garante que as informações divulgadas tenham alto padrão de qualidade e confiabilidade”, acrescenta Ariadny Ferreira.
Sobre seu trabalho no Campus Porto Velho Zona Norte, o coordenador Guilherme Freitas afirma ser muito “interessante a relação que se cria entre os profissionais da área da comunicação. Aqui no campus sempre precisamos de auxílio da Ascom e vice-versa, se estabelece uma parceria, sabemos que podemos contar um com outro”. No ano de 2016, a CCOM do Zona Norte contribuiu com 55 matérias jornalísticas que foram publicadas no site do IFRO. O trabalho conjunto ainda contribuiu para que mais de 32 matérias sobre a unidade fossem publicadas nos principais sites de notícias de Rondônia.
A atuação da comunicação em Ji-Paraná segue os mesmos passos dos outros campi, contribuindo para a publicização dos atos institucionais. "No Campus Ji-Paraná estamos frequentemente desenvolvendo ações na realização de eventos e projetos, que abordam os três eixos do IFRO: Ensino, Pesquisa e Extensão, bem como ações voltadas para a otimização da comunicação interna e externa do campus. Dessa forma a Coordenação de Comunicação e Eventos busca registrar essas ações por meio da disseminação das informações utilizando os mais variados veículos de comunicação, a fim de promover a divulgação", analisa a coordenadora de Comunicação e Eventos do Campus Ji-Paraná, Fernanda Rodrigues de Siqueira.
Em Colorado do Oeste, o Coordenador da CCOM, Neirimar Humberto Kochhan Coradini, salienta que “trabalhar com comunicação e eventos exige muito dinamismo. Nós comunicadores sempre tentamos saber tudo o que acontece na instituição para registrarmos e divulgarmos. Buscamos produzir as matérias da melhor maneira possível, para proporcionar uma leitura agradável e informativa. Procuramos participar da organização e realização de eventos, focando o sucesso na execução deles. E nos empenhamos em atender as demandas que envolvem as áreas de comunicação e eventos. Todavia, para termos êxito nisso tudo é preciso que todos colaborem e sejam conscientes que são importantes neste processo, desde os servidores que organizam uma atividade até os alunos que compartilham as publicações da instituição”.
No âmbito do IFRO foi criado o formulário para sugestão de pauta, em que todos podem contribuir com o trâmite das informações institucionais."O formulário é mais uma ferramenta que potencializa o trabalho de comunicação no IFRO, pois todos podem enviar suas sugestões de pauta, tanto da comunidade interna quanto do público externo", destacou o jornalista Dennis Weber. 
Origem do Dia do Jornalista
Criado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o Dia do Jornalista iniciou no centenário de morte do médico e jornalista Giovanni Battista Libero Badaró, importante personalidade na luta pelo fim da monarquia portuguesa e Independência do Brasil, e que foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo.  Foi também no dia 7 de abril que a Associação Brasileira de Imprensa foi fundada, em 1908, com o objetivo de assegurar direitos aos jornalistas.
Segundo a Federação Nacional de Jornalistas, nas últimas décadas, o jornalismo foi reconhecido e se firmou, no Brasil, como um modo de ser profissional, exigindo dos profissionais competência técnica, responsabilidade social e compromisso ético. A atividade passou a ser fortemente vinculada ao interesse público, com crescente reflexão sobre a ética e as habilidades próprias das funções exercidas no jornalismo, nos seus mais variados formatos. 
Neste início de ano, a Fenaj e 31 sindicatos de jornalistas do país divulgaram o Relatório de Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil 2016, que demonstrou o aumento de 17,52% dos casos de violência contra jornalistas no Brasil, em relação ao ano de 2015. Foram registradas 161 ocorrências em que 222 profissionais de todo o país foram submetidos a agressões físicas ou verbais, ameaças, intimidações, cerceamento por meio de ações judiciais, impedimentos ao exercício profissional e à atividade sindical, prisão, censura, atentados e assassinatos.  Dados que demonstram o trabalho da comunicação continua sendo essencial ao exercício da democracia.

domingo, 2 de abril de 2017

Amanhã é segunda...

O que significam “dias úteis” e para que/quem servem?

Exatamente não pesquisei sobre a terminologia da palavra utilidade, nem estou pretendendo no momento. A reflexão me vem à cabeça ao observar o histórico da evolução de horas trabalhadas semanalmente:

No período de 1650-1750, trabalhava-se de 45 a 55 horas na Inglaterra e de 50 a 60 horas na França. No auge do desenvolvimento industrial essas horas sobem para 72 a 80 horas, nos dois países, entre 1750 a 1850. Passando no período 1850 a 1937 para 58 a 60 horas na Inglaterra e 60 a 68 horas na França. (Os dados são de Newton Cunha, em A felicidade imaginada: a negação do trabalho e do lazer).

 Parabéns aos seres humanos, de fato o trabalho dignifica o homem (e o aprisiona!)... bom, nem vou entrar aqui em temas como a reforma da previdência e terceirização total e irrestrita que movimentam o cenário brasileiro da atualidade. O que estou pensando nesta escrita de agora está em:

“Não foi fácil submeter os trabalhadores às longas jornadas e aos rígidos horários, pois a maioria deles não estava acostumada a isto”. 

 A citação acima está no livro Sociologia para o ensino médio, página 55, obra de Nelson Dacio Tomazi, pela Editoria Saraiva. E o não "acostumada" a esta jornada de trabalho significa que antes se trabalhava no campo, conforme o ritmo da natureza (época do ano, clima...).

É possível também imaginar que em razão de trazer essas verdades que disciplinas como sociologia estão sendo retiradas do currículo do ensino médio (que perigo se todos entendêssemos como tudo funciona nessa vida).  Na mesma página do livro acima é possível ler:

“Não se trabalhava nesse dia [santa segunda-feira] por várias razões, mas principalmente porque nos outros dias da semana trabalhava-se de 12 a 18 horas. Havia ainda a dificuldade de desenvolver o trabalho na segunda-feira por causa do abuso de bebidas alcoólicas, comuns no fim de semana. Nas siderúrgicas, estabeleceu-se que as segundas-feiras seriam utilizadas para conserto de máquinas, mas o que prevalecia não era o trabalho, que às vezes se estendia às terças-feiras. Foram necessários alguns séculos, utilizando os mais variados instrumentos, inclusive multas e prisões, para disciplinar e preparar os operários para o trabalho industrial diário e regular”. 

 Talvez, por isso, nunca me esquecerei de uma leitura do ensino fundamental: Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia! De Marina Colassanti:

"A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia".